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Abastecimento da cadeia de suprimentos em tempos de pandemia

Por 16 de junho de 2020Sem comentários

Uma das maiores preocupações das instituições de saúde frente à atual pandemia, é em manter a cadeia de suprimentos abastecida, visando oferecer qualidade e segurança para os pacientes em atendimento e aos profissionais que estão inseridos no processo de cuidar.

Em um curto intervalo de tempo, comprar um simples material como máscaras descartáveis virou uma tarefa quase impossível. O mesmo se aplica para: álcool em gel, luvas e outros itens essenciais para o combate diária na linha de frente contra a COVID.

A cadeia de suprimentos de um Home Care é bastante extensa, pois cada paciente possui suas particularidades, dessa forma a programação, seleção e aquisição dos medicamentos e materiais são realizadas por farmacêuticos, que visam ofertar maior padrão de qualidade e segurança para o tratamento de doenças e realização de procedimentos.

Com o objetivo de evitar o desabastecimento da cadeia de suprimentos foram desenvolvidas ações para auxiliar no processo de aquisição de insumos farmacêuticos. São elas:

  • Aquisição de maior quantidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI);
  • Conferência técnica e checagem de qualidade do material recebido;
  • Programação de compras para um período maior que o habitual, enviando o desabastecimento por um período mais longo;
  • Aquisição de maior quantidade de materiais exportados de outros países, evitando o desabastecimento pela dificuldade de exportação entre países.
  • Expansão e padronização de novas marcas, expandindo o leque de opções para evitar desabastecimento, visando manter o mesmo padrão de qualidade de aquisição de insumos;
  • Criação de novos vínculos com fornecedores, visando maior opções para aquisição de insumos;
  • Implantação de novos Softwares para cotações de compras e expansão do processo de aquisição itens.

Todos os dias são travadas batalhas não-clínicas contra o coronavírus, que não tem só a ver com as pesquisas, a busca por uma vacina e pelo tratamento. É um desafio operacional e administrativo manter os insumos necessários para que a instituição de saúde funcione normalmente oferecendo um padrão de qualidade para a manutenção do tratamento dos nossos pacientes.

Por Manoel Messias (farmacêutico e auxiliar de compras)

 

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